Nossa diretora Sheila Thimóteo, responsável pela Secretaria da Mulher do Sintrasp, esteve presente em uma demonstração de força e unidade na véspera do Dia Internacional da Mulher. O momento ocorreu durante o 7º Congresso de Mulheres Sindicalistas, realizado pela Fesspmesp (Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de São Paulo).

O evento aconteceu na sexta, dia 6 de março, no Auditório do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis. O objetivo foi superar a teoria e avançar para medidas concretas no combate à violência e discriminação de gênero, mobilizando dezenas de lideranças de todo o Estado.

A diretora já esteve presente em edições anteriores como participante, mas, neste ano, participou como uma das palestrantes. Na ocasião, apresentou uma perspectiva política e participativa para todas as mulheres presentes. Em sua apresentação, Sheila compartilhou a experiência prática de sua atuação nos conselhos municipais e incentivou as presentes a ocuparem esses espaços de poder e decisão.
“Não adianta esperarmos que as políticas públicas para mulheres caiam do céu. Elas são construídas nos Conselhos Municipais, e se nós não estivermos lá, outras pessoas decidirão por nós. Precisamos levar a voz da Servidora pública para esses fóruns e garantir que nossas pautas sejam prioridade”, declarou Sheila, detalhando as particularidades e os desafios enfrentados em sua atuação.

Coordenado pela Secretaria da Mulher da Federação, sob a liderança da dirigente Clícia Mara Silva Damaceno, o Congresso deste ano teve como tema central “Do Discurso à Ação: uma luta de todas as mulheres contra qualquer tipo de violência e discriminação”. A programação foi desenhada para capacitar as sindicalistas com ferramentas práticas e conhecimento técnico, visando multiplicar a informação em suas respectivas bases municipais.


A abertura do evento contou com a presença do presidente da Fesspmesp, Aires Ribeiro, que destacou o papel institucional da Federação no apoio às pautas femininas.
“Não basta aplaudirmos a força da mulher trabalhadora uma vez por ano. É nosso dever, enquanto movimento sindical, garantir que as estruturas das nossas entidades estejam preparadas para acolher, orientar e defender as companheiras. Este congresso é a prova de que a Fesspmesp leva essa missão a sério”, afirmou o presidente, acompanhado pelas principais lideranças do Sindicato anfitrião.

A Guarda Civil Municipal Noêmia Martins, Servidora na cidade de Osasco, também foi uma das palestrantes e conduziu uma explanação técnica e humana sobre a violência doméstica, detalhando os mecanismos da Lei Maria da Penha e orientando as sindicalistas sobre como proceder diante de relatos de abuso.

“Muitas mulheres ainda sofrem em silêncio por medo ou desconhecimento. Precisamos quebrar esse ciclo. Seja a violência moral, sexual, física ou patrimonial, a denúncia é o primeiro passo para a libertação. Os Sindicatos precisam ser portas de entrada para essa acolhida”, enfatizou a palestrante.


Além do rico conteúdo programático, a organização do evento primou pela acolhida e integração das participantes. As sindicalistas foram recepcionadas com um café da manhã reforçado e, no intervalo das atividades, puderam desfrutar de um almoço bem servido, proporcionando momentos de confraternização e troca de experiências entre as representantes de diversas regiões do Estado.

O aspecto lúdico e de integração também teve seu espaço garantido na programação. Após os debates sérios e necessárias, as participantes se divertiram com dinâmicas de grupo, sorteios e um animado bingo, que distribuiu prêmios e brindes conquistados junto aos parceiros da Federação. A iniciativa reforçou o espírito de coletividade e a importância do autocuidado e da descontração como partes fundamentais da luta sindical feminina.


Ao final dos trabalhos, o sentimento era de dever cumprido e de motivação renovada. O 7º Congresso de Mulheres Sindicalistas da Fesspmesp já é um marco, não apenas pelas palestras de alto nível, mas por conseguir traduzir o tema proposto em ação concreta: capacitando lideranças, estreitando laços e reafirmando o compromisso inegociável com a defesa dos direitos e da dignidade de todas as mulheres.
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