O Brasil vive uma realidade que não pode mais ser ignorada. Todos os dias, mulheres são vítimas de uma violência brutal que muitas vezes termina em morte. Em pleno século XXI, ainda assistimos a uma verdadeira epidemia de feminicídios no País, uma tragédia social que exige indignação, consciência e ação de toda a sociedade.
Os números são chocantes. Somente em 2025, o Brasil registrou cerca de 1.470 mulheres assassinadas em crimes de feminicídio, o maior número já contabilizado na história recente. Isso significa que quatro mulheres são mortas por dia simplesmente por serem mulheres.
Se considerarmos também as tentativas de feminicídio, a situação é ainda mais alarmante: foram 6.904 casos entre mortes e tentativas, o que representa quase seis mulheres vítimas de feminicídio por dia no País.
ANÁLISE NECESSÁRIA
Por trás de cada número existe uma vida interrompida, uma família destruída e uma sociedade que falhou em proteger quem deveria estar seguro.
O mais grave é que, em muitos casos, a violência acontece dentro de casa. Estudos apontam que cerca de 65% dos feminicídios ocorrem no ambiente doméstico, geralmente cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.
Essa realidade revela que a violência contra a mulher não é apenas um problema individual ou familiar. É um problema social, estrutural e cultural que precisa ser enfrentado com firmeza.
Aqui em Osasco, essa reflexão ganha ainda mais força. A maior parte dos trabalhadores do serviço público municipal é composta por mulheres. São Servidoras que sustentam suas famílias, educam filhos, cuidam da cidade e ajudam a manter os serviços públicos funcionando todos os dias.
DEFENDER AS MULHERES É NOSSA OBRIGAÇÃO!
Defender a vida dessas companheiras não é apenas um gesto de solidariedade. É um compromisso moral, político e humano.
- Nenhuma mulher deve viver com medo.
- Nenhuma mulher deve sofrer violência.
- Nenhuma mulher deve perder a vida por causa do machismo, do ódio ou da intolerância.
Por isso, o SINTRASP reafirma seu compromisso permanente com a defesa das mulheres, com a luta contra qualquer forma de violência e com a construção de um ambiente de trabalho e de sociedade baseado no respeito, na dignidade e na igualdade.
Também é fundamental que os governos assumam sua responsabilidade. Políticas públicas de proteção, acolhimento às vítimas, combate à violência doméstica e punição rigorosa aos agressores precisam ser prioridade. Não basta apenas discursos. É necessário agir.
A luta pela vida das mulheres precisa ser uma causa de todos: instituições, governos, Sindicatos e da sociedade como um todo.
Não podemos aceitar que mulheres continuem sendo mortas.
Não podemos normalizar a violência.
Basta de feminicídio. Basta de violência. Pela vida das mulheres.
Jessé de Castro Moraes
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Osasco e Região







